Começa neste domingo a ultramaratona Brasil Ride, a edição mais forte e equilibrada em nove anos

BRASIL RIDE

Elite masculina durante etapa em Guaratinga (Fabio Piva / Brasil Ride)
Elite masculina durante etapa em Guaratinga (Fabio Piva / Brasil Ride)

A nona edição da Brasil Ride tem início neste domingo (21), em Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro, e não faltam temperos para apimentar a maior ultramaratona de MTB das Américas e uma das mais difíceis provas por etapas do mundo. Entre os 540 inscritos nas nove disputas em jogo, diversos ciclistas são campeões nos mais diferentes níveis. Um ouro Olímpico, com o holandês Bart Brentjens, vencedor de Atlanta-1996, quatro Mundiais somados, com dois do belga Roel Paulissen, e um do português Tiago Ferreira, e outro do petropolitano Henrique Avancini, tendo os dois últimos já vencido também os campeonatos de seus continentes. Diversos títulos continentais com o russo Alexey Medvedev, atual campeão Europeu, Raiza Goulão, campeã Pan-Americana de 2018, e a zimbabuana Stacey Hyslop, vencedora do Africano na sub-23.

Entre os 540 inscritos, 22 países estão representados na nona edição da Brasil Ride: Antilhas Holandesas, Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Espanha, Estados Unidos, Grã Bretanha, França, Holanda, Itália, Letônia, Portugal, República Tcheca, Rússia, Suíça, Venezuela e Zimbábue. “Em cada Brasil Ride chegamos aos dias que antecedem ao evento convictos de que fizemos o nosso melhor em todas as áreas da nossa ultramaratona. A grande procura de atletas do mundo inteiro nos dá a certeza de que seguimos no caminho certo. A nona edição tem tudo para ser histórica. Ou seja, quando completarmos dez anos em 2019, sabemos da importância de realizarmos outra vez o melhor evento de ciclismo que o País já viu”, destaca Mario Roma, fundador da Brasil Ride.

Na briga pela Camisa Amarela, a de melhor dupla na elite masculina, não faltam postulantes ao título. Duplas como Henrique Avancini e o alemão Manuel Fumic (Cannondale Factory Racing), Tiago Ferreira e o holandês Hans Becking (DMT Racing Team) e Alexey Medvedev e o italino Francesco Failli, são as favoritas, em teoria. No entanto, estão confirmados times como o dos espanhóis Alberto Losada e Ibon Zugasti (Orbea Factory Team), o de Roel Paulissen e do brasileiro Hugo Prado Neto (OCE/Cannondale), do alemão Julian Biefang e do belga Bram Sayes (Embrance The World Cycling), do português José Dias e do brasileiro Sanderson Celso (DMT Racing Team II), dos alemães Christopher Maletz e Tommy Galle (White Rock), do austríaco Wolfgang Krenn e do belga Joris Massaer (Bike Team Kaiser/SC Liezen), entre outros, que prometem botar fogo na disputa.

Outra camisa que estará em jogo na elite masculina é a Branca, de melhor dupla das Américas, todas elas com chances de disputarem o pódio geral. Atuais campeões, Mario Veríssimo e Kennedi Lago (Squadra Oggi) vão tentar o bicampeonato. Além deles, são favoritos na disputa das Américas duplas como Halysson Ferreira e Nicolas Machado (Tropix Factory Racing Team), Lukas Kaufmann e Sherman Trezza (Cannondale Brasil Racing), José Gabriel Marques e Bruno Lemes (Groove Corratec Team), Wolfgang Olsen e Edson Rezende (Caloi Avancini Team), Ricardo Pscheidt e o venezuelano Yonathan Mejia (Trek/Shimano), entre outras.

Elite feminina – É grande a lista de equipes que prometem fazer frente às atuais campeãs da Brasil Ride, Raiza Goulão e a francesa Margot Moschetti, com parcerias estrangeiras e também nacionais: a campeã brasileira Jaqueline Mourão e a canadense Cindy Montambault (Jacky & Cindy); a norueguesa Marianne Bergli e a zimbabuana Stacey Hyslop (Ciovita); a portuguesa Ilda Pereira e a espanhola Mayalen Noriega (Casa Myze Team); as norte-americanas Hanna Finchamp e Kaysee Armstrong (USA Adventure Girls); Roberta Stopa e Sabrina Gobbo (No Limits Team); Ana Luisa Panini e Karen Olimpio (Power Girls Kana); Viviane Favery e Marcella Toldi (Cannondale Brasil Women); as espanholas Sandra Santanyes e Anna Ramirez (Olympia / Esteve Team); entre outras.

História do MTB feminino na prova – Além da expectativa de ter a disputa mais equilibrada entre as mulheres até hoje, uma vez que foi batido o recorde da prova, com 36 inscritas na elite feminina e o total de 65 mulheres com a soma das duplas mistas, a Brasil Ride juntará em seu pelotão 18 dos 30 títulos brasileiros do cross country olímpico (XCO) feminino na história do País, entre 1989 e 2018. Jaqueline Mourão, com cinco títulos, Raiza Goulão, com três, e Roberta Stopa, terão a companhia da maior vencedora do mountain bike nacional na modalidade XCO, Adriana Nascimento, campeã nove vezes, oito entre 1995 e 2002, e eneacampeã em 2007, que competirá na categoria corporativa com o presidente da Specialized Brasil, João Firmo, e o representante da marca Carlos Taguá.

Duplas mistas – Se existe uma categoria na edição de 2018 da Brasil Ride em que é impossível limitar a duas ou três equipes favoritas, esta é a das duplas mistas. Desde 2014, os campeões se alternaram no topo do pódio. Neste ano, não será diferente, pois Sonya Looney e Gordon Wadsworth não estarão na disputa para defender o título no extremo Sul da Bahia. Vice-campeões em 2017, Celina Carpinteiro e José Silva, da equipe Silva & Santos, poderiam ser apontados como principais candidatos ao título, por suas recentes experiências no evento. No entanto, outros times prometem elevar o nível da categoria.

São os casos das duplas formadas pela belga Vladi Pokobova, experiente em provas de etapas, e o brasileiro Renan Silva (Specialized Mix); dos portugueses Ana Antunes, atual campeã nacional, e André Rocha (Ser e Parecer Pro Bike Team); dos argentinos Valeria Urruchua e Hernan Dattilo (Mongoose Adventure Team); da postulante a uma vaga em Tóquio-2010 e campeã feminina em 2016 da Brasil Ride, Letícia Cândido, e seu companheiro Francisco Silva (Audax FSA Team); e da alemã Naima Diesner e Luis Fernando Zogaib (Full Gas Team). Essas e outras parcerias, entre mais de 30 equipes, tornam a disputa pela camisa verde uma luta completamente imprevisível.

Máster – Uma mudança de parceiros de equipe promete trazer novas emoções a uma categoria da Brasil Ride em que poucos ciclistas sagraram-se campeões. Na nona edição da ultramaratona, uma dupla pentacampeã da máster não poderá ser formada. Após cinco temporadas, o holandês Bart Brentjens e o multicampeão nacional Abraão Azevedo, vencedor em todas as edições da prova, não estarão pedalando juntos, pois o ciclista brasileiro recupera-se de uma lesão na coluna.

Assim, a lenda do ciclismo mundial, Bart Brentjens, vai buscar o hexacampeonato na competição com um novo parceiro: o belga Ignace Spruyt, que disputou a ultramaratona nas última três edições. Em oito anos da Brasil Ride, Abraão Azevedo escreveu seu nome ao ser o único ciclista a vencer todas edições até então. Antes de competir com Bart Brentjens, vencendo de 2013 a 2017, Abraão teve como parceiros os ciclistas Plinio Souza, em 2010, e Paulo Freitas, nos dois anos seguintes. Assim, a categoria máster conta com apenas quatro campeões em toda sua história.

Grande máster – Na grand master, a dupla que detém o título de campeã da Brasil Ride também tem alteração neste ano. Companheiro do argentino Pablo Rodriguez em 2017, o eslovaco Peter Vesel não disputa a prova na nona edição. Assim, Pablo vai em busca do bicampeonato da categoria competindo ao lado do venezuelano Raul Navarro, vice-campeão na última temporada, ao lado do sul-africano Deon Wilkins.

Red Bull Zera o Pico – Para descer, todo santo ajuda. Mas, para subir, a história é outra. A dificuldade é ainda maior quando a subida é de terra, repleta de valas, com um forte desnível e após 300 km em quase quatro dias acumulados de pedal. Esse é o Red Bull Zera o Pico, um desafio especial dentro da quarta etapa da Brasil Ride 2018, na próxima quarta-feira (24). Todos os participantes estão automaticamente inscritos no desafio e terão que mostrar boa técnica e muito esforço na “Subida das 7 Voltas”, com 1,7 km de extensão, para levar a jersey e o troféu de vencedor para casa. O desafio tem premiações individuais, divididas em: profissional (masculino e feminino) e amador (masculino e feminino). As categorias amadoras incluem todos os competidores inscritos nas categorias masculino, feminino, mista, máster, grande máster, corporativa e nelore.

Subir uma montanha pedalando e sem colocar os pés no chão, especialmente quando o trecho é técnico e inclinado, tem um significado especial no mountain bike, como afirma o atual campeão do Brasil Ride, campeão mundial de XCM e grande favorito ao título deste ano, Henrique Avancini. “Zerar um pico é uma coisa muito emblemática para os mountain bikers. Significa conquistar a montanha de uma maneira diferente. Obviamente, a gente quer sempre ir de um ponto ao outro, mas quando você consegue passar pedalando, a conquista é diferenciada”, analisa Avancini, atual campeão da ultramaratona.

Entrevista coletiva neste sábado  – A nona edição da Brasil Ride terá neste sábado (20), às 19h, entrevista coletiva com alguns dos principais ciclistas inscritos na competição, como Henrique Avancini, Bart Brentjens, Raiza Goulão, Jaqueline Mourão, entre outros. O evento será realizado no lounge de cerimônias da Brasil Ride (endereço: https://bit.ly/2MSlpHU) e aberto para imprensa. Os interessados em fazer a cobertura devem enviar e-mail para redacao@zdl.com.br com nome, veículo de imprensa, função na empresa, e-mail e telefone.

A ultramaratona – Considerada a Giro d’Itália do MTB mundial, a prova marcada para os dias 21 a 27 de outubro, no Extremo Sul da Bahia, oferece um desafio e tanto para os 540 atletas do mundo inteiro. Durante sete dias, os participantes têm pela frente cerca de 600 km e quase 11.000 m de altimetria acumulada, entre trilhas e estradas de terra que ligam Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro, a Vila Brasil Ride, construída em Guaratinga.

No sétimo e último dia da competição, o sábado (27), mais de 1.200 ciclistas de todo o País juntam-se às estrelas do mountain bike internacional, para a disputa da Maratona dos Descobrimentos. Uma oportunidade única de pedalar e ver de perto os melhores mountain bikers do mundo.

As etapas da Brasil Ride 2018:

Prólogo (Etapa 1) – Arraial d’Ajuda – 21,8 km e 362 m de altimetria
Etapa 2 – Arraial d’Ajuda para Guaratinga – 131,8 km e 1.767 m de altimetria
Etapa 3 – Guaratinga – 77,4 km e 2.106 m de altimetria
Etapa 4 – Guaratinga – 101 km e 2.665 m de altimetria
Etapa 5 – Guaratinga para Arraial d’Ajuda – 140 km e 2.336 m de altimetria
Etapa 6 – Arraial d’Ajuda – 32,4 km e 664 m de altimetria
Etapa 7 – Arraial d’Ajuda – 43,8 km e 497 m de altimetria

Programação ao vivo – A nona edição da Brasil Ride seguirá o padrão das duas últimas edições, com programação ao vivo durante oito dias, na fan page oficial: www.facebook.com/BRASILRIDE.

Confira os dias e horários:
Sábado – 20/10 – Entrevista Coletiva, às 19h; e Briefing dos Atletas, às 19h30.
Domingo – 21/10 – Largada, às 12h40; Chegada, às 13h45; e Premiação, às 18h45.
Segunda-feira – 22/10 – Largada, às 7h40; Chegada, às 12h30; e Premiação, às 20h15.
Terça-feira – 23/10 – Largada, às 7h40; Chegada, às 12h30; e Premiação, às 18h45.
Quarta-feira – 24/10 – Largada, às 7h40; Chegada, às 12h30; e Premiação, às 18h45.
Quinta-feira – 25/10 – Largada, às 7h40; Chegada, às 12h45; e Premiação, às 20h45.
Sexta-feira – 26/10 – Largada, às 9h40; Chegada, às 11h25; e Premiação, às 18h45.
Sábado – 27/10 – Largada, às 8h40; Chegada, às 12h00; e Premiação, às 20h45.

Programação do ao vivo (Divulgação)
Programação do ao vivo (Divulgação)

A nona edição da Brasil Ride tem Specialized, Shimano, Caixa e Unidas – Aluguel de Carros como patrocinadores. O Governo da Bahia, por meio da SUDESB (Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia) e da Bahiatursa (Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia), também patrocina a ultramaratona, enquanto as Prefeituras de Porto Seguro e Guaratinga estão entre as apoiadoras do evento.

Brasil Ride: Mais que uma prova, uma etapa em sua vida.

FONTE – BRASIL RIDE
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