Vai viajar de avião e precisa despachar a bicicleta? Confira essas dicas!

avião e precisa despachar a bicicleta

Quem é que nunca pensou em viajar para fazer um pedal em algum outro canto que não a sua própria cidade e lembrou que precisa despachar a bicicleta?

Todo ano diversas provas bacanas são realizadas nos quatro cantos do nosso Brasil. Daí vem a pergunta: como funciona o despacho de uma bicicleta em voos nacionais?

Pensando nisso, nós do blogbikebazar decidimos buscar mais informações sobre esse assunto para você. Contamos com a ajuda do nosso amigo, Felipe Mendes, Analista de Defesa do Consumidor, Ciclista 😊 e instagramer do @rumo_ao_parquet.

Vamos lá!

A Resolução nº 400, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), em seu artigo 15, prevê que “o transportador deverá informar aos usuários quais bagagens serão submetidas a procedimentos especiais de despacho, em razão de suas condições de manuseio ou de suas dimensões”.

Ou seja, não há regra específica estabelecida pela ANAC. Valem, então, as regras estabelecidas pelas próprias companhias aéreas. Logo, antes de embarcar, é preciso consultar as regras de cada companhia aérea a ser escolhida.

Consultamos os sites das principais empresas aéreas de voos domésticos: Gol, Latam, Avianca e Azul.

A Gol estabelece que:

Bicicletas com aro superior a 20 deverão ter os pedais removidos ou embalados em espumas. Além disso, o guidão deve ser virado paralelamente ao quadro ou ter suas extremidades embaladas. Por fim, estabelece que a roda dianteira deve ser retirada e afixada junto ao quadro. Atenção! Sua bike deve estar em embalagem própria ou na original. Já as bikes com aro inferior a 20 só precisam estar embaladas. Obs.: a Gol cobra apenas o valor da bagagem despachada – em média R$30,00 por bagagem. Não há cobrança de taxa adicional.

A Latam, por sua vez, classifica:

As bikes como itens frágeis e estabelece que “Sua bicicleta deve estar devidamente embalada, com os pneus desinflados, sem os pedais e com o guidão amarrado a uma das laterais. Se for desmontável, as asas de transporte devem ser amarradas às laterais e viajar sem os pedais ou com os pedais embalados.”. Obs.: a Latam cobra apenas o valor da bagagem despachada – em média R$30,00 por bagagem. Não há cobrança de taxa adicional.

Já a Avianca trata a bike:

Como item especial (e realmente é muito especial! Não é mesmo?!?!? 😊 Estabelecendo que são aceitas bicicletas de lazer e de corrida com seus respectivos itens de manutenção. Além disso, “a bicicleta deve estar acondicionada em um estojo rígido, uma bolsa para bicicletas ou uma caixa construída para o transporte da bicicleta”. Obs.: nas passagens do tipo “Promo”, o viajante não possui direito à franquia de bagagem. Nos demais tipos de passagem, possui direito ao menos a uma bagagem despachada de até 23kg. Se não tiver direito a despachar (passagens promocionais) ou, se for necessária a compra de bagagem, a Avianca cobra em média R$30,00 por bagagem despachada.

A Azul, por fim:

Trata a bike como item especial, mas cobra taxa de serviço no valor de R$150,00 (cento e cinquenta reais) ☹. Isso mesmo! Dá pra acreditar? Está na hora de a Azul rever as suas regras!

A propósito, listamos abaixo três opções de “mala bike”. O preço varia conforme a profundidade do seu bolso*.
  • Mala Bike Thule Round Trip Transition 10050 – aprox. R$3.999,00 (site da própria empresa Thule)
  • Bolsa p/ roda road bike preto (2 pcs) – aprox. R$450,00 (site da própria empresa Evoc)
  • Mala Bike 29 Northpak Preto – aprox. R$ 520,00 (principais lojas de varejo)
  • Mala Bike Curtlo 29 – R$699,90 (site da própria empresa Curtlo)

* Preços baseados em uma rápida pesquisa na internet na data de 21/10/2017.

É isso aí! Para quem achava difícil despachar a bike em viagens aéreas, estão aí algumas dicas. Dá pra viajar tranquilamente para curtir um pedal nos quatro cantos desse nosso Brasil!

Que tal viajar com uma bike que vira mala? Clique aqui e leia o post.

Obrigado, Felipe Mendes, pela contribuição! Foco no pedal e no Letape Brasil 2018!

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Até a próxima!

Felipe Mendes – @rumo_ao_parquet
Ciclista, advogado e pós-graduado em Ordem Jurídica e Ministério Público, pela Fundação Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios

 

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista dos demais colunistas do blogbikebazar.
Sobre Felipe Mendes 7 Artigos
Formado em Direito. Servidor Público há quase 5 anos. Atualmente é Chefe da Assessoria Jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor (PROCON/DF). Aguardando nomeação para o Cargo de Delegado de Polícia Civil do Distrito Federal. Possui Pós-Graduação em Ordem Jurídica e Ministério Público, pela Fundação Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Criador do portal de conteúdo @rumo_ao_parquet no Instagram. Começou a pedalar recentemente, em outubro de 2017, mas sempre foi praticante de esportes.

2 Comentário

  1. A melhor maneira que eu achei para transportar foi na caixa da propria bicicleta de papelão. so tira a roda dianteira. e vira o guidão.
    O mala bike curtlo é mais Fragil que a cx de papelão.
    Nos aeroportos europeus dá comprar uma cx de bike por 20 euros.
    A TAM em voo de volta de Milão por 2x só embalei com aquele plastico do aeroporto e veio perfeitamente bem.
    Agora estou com outro problema. Tenho uma bicileta eletrica e estou com dificuldade de despachar a batteria. Estou correndo atras.

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