Fisioterapia preventiva: conheça seus benefícios!

fisioterapia preventiva

“Estou com muita dor no joelho… Terei de fazer fisioterapia…”. Essa é uma fala comum de ciclistas e escuto muito em minha clínica.

E você acha que a fisioterapia é necessária somente quando há uma lesão?

Vou explicar melhor…

Muitas pessoas só procuram a fisioterapia quando já há um problema instalado e, geralmente, quando a dor está incomodando muito. Em nossa clínica, por exemplo, cerca de 100% dos pacientes que procuram a fisioterapia já apresentam algum tipo de dor. Apesar disso, a fisioterapia pode (e deve) ser aplicada para a prevenção e, também, para a correção de lesões.

Poucos são os locais que investem na verdadeira essência da fisioterapia (prevenção e correção), como é o caso de clubes esportivos profissionais (futebol, vôlei, basquete, entre outros) e empresas (ginástica laboral).

Vale destacar que, nestes locais, o que se nota é a diminuição da incidência de lesões e, consequentemente, a diminuição do afastamento do profissional de sua atividade.

E a Fisioterapia voltada para ciclistas?

Devido ao repetido movimento e variada intensidade, a maior incidência de lesão em ciclistas é no joelho. Dentre as mais comuns, podemos listar: condromalácea, tendinites e atrito da banda iliotibial.

No ciclismo, assim como em outros esportes, trabalhamos sempre a mesma musculatura, o que pode gerar um desequilíbrio muscular.

Em outras palavras, a musculatura mais exigida fica mais forte, enquanto que a menos exigida (ou não exigida) enfraquece. Isso faz com que as articulações sofram tensões em excesso, gerando desconforto, principalmente, nos joelhos.

Além do grande esforço e desequilíbrio muscular, outros fatores podem gerar dores. O exemplo mais comum do que se imagina é uma bike mal regulada para o tamanho e físico do ciclista, causando dores na lombar, cervical, punhos e cotovelos.

Após a dor instalada, o trabalho fisioterápico será realizar a analgesia da dor e exercícios corretivos e de fortalecimento, a fim de reequilibrar toda a cadeia muscular.

Vale ressaltar que o tratamento resolverá o problema imediato, e que há a necessidade do atleta manter um fortalecimento muscular a fim de evitar futuras lesões.

Levando em consideração o que comentei acima, e respondendo a pergunta desse post, o recomendado, portanto, é que o ciclista faça algum tipo regular de fortalecimento muscular. Alguns exemplos são academia, pilates, funcional ou a própria fisioterapia, a fim de evitar lesões e afastamentos, que atrapalham (e muito) nossos treinos, bem como levam tempo para tratamento. Cuide-se!

Esperamos que essas dicas sejam válidas para todos vocês, leitores do blogbikebazar.

Saiba como ajustar sua bike com essas dicas e truques de regulagem.

Até a próxima,

Alexandre Quaresma
CREFITO 129.635-F
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Sobre Alexandre Quaresma 3 Artigos
Fisioterapeuta e um dos sócios da Clínica Prophysio Fisioterapia Esportiva. Atuou em 2007 com a equipe de futebol júnior do Clube Atlético Juventus e, desde 2008, é fisioterapeuta especialista na Clínica CEGRAFE. Pós-graduado em Disfunções Músculo-Esqueléticas (UNIV. SÂO JUDAS - 2009), Fisioterapia Aplicada à Ortopedia e Traumatologia (UNICAMP - 2010) e Osteopatia Clínica pela Academie de Therapie Manuelle Eet Sportive (ATMS-Bélgica - 2011). É ciclista e triatleta nas horas vagas.

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